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10 de out de 2011

Novela: 10º capítulo

Ai meu Deus isso havia realmente acontecido.

Gwen e Brad estavam ali, parados no meio da pista de dança, olhando um para o outro com um olhar abobado e ao mesmo tempo envergonhado, agora todos a sua volta já estavam olhando para eles, comentando, apontando e alguns até rindo.

Depois de tanto tempo de paquera e indiretas finalmente Gwen e Brad haviam dado seu primeiro beijo, desajeitado claro, afinal estamos tratando de dois tímidos, mas perfeito para o momento.


Gwen levanta sua cabeça e olha em sua volta, de suas amigas levantavam-se risinhos, Henrique e Drew estavam a ponto de explodir de tão vermelho que estavam seus rostos, e no canto enquanto servia um cachorro quente a uma senhora estava Guilherme que viu a cena mas preferiu ignorar, fingindo que não havia se importado.

Então outra música começa a tocar e eles continuam com seus passos desajeitados tentando ignorar os olhares alheios, a banda do local tocava uma música sertaneja lenta que não era do gosto de nenhum dos dois, mas nenhum deles importava com o que estava tocando desde que estejam um na presença do outro.


Então por um segundo Brad murmura para Gwen:

- Então você não se importa do fato de meu pai estar na cadeia.

E ela responde:

- Não mesmo
- Você é uma garota realmente diferente Gwennever.

Ah se ele soubesse por onde tenho andado e o que venho descoberto por essa semana - pensou Gwen.

Depois de dançarem mais músicas a festa já chegava ao fim, Gwen resolveu que já era hora de ir para a casa e Brad a acompanhou.

No caminho contavam casos, conversavam sobre diversos assuntos, desde suas preferências musicais até o que haviam feito nas últimas férias, descobriram que havia mais em comum entre os dois do que imaginavam.

No fim do percurso sabiam que iriam se ver novamente amanhã no ensaio de sua banda de garagem, mas mesmo assim Brad beijou Gwen novamente como se fosse última vez que se veriam.


Aquela noite não foi fácil dormir para nenhum dos dois, ambos além de pensar um no outro tinham problemas demais para encarar uma boa noite de sono.


8 horas da manhã de um domingo, Gwen já está em pé escolhendo a roupa que iria ao ensaio, nunca tivera muita frescura com isso mas afinal essa era a primeira vez que veria Brad novamente depois de o "incidente".

Passou na casa de Lili para irem ao ensaio juntas, ela tocava bateria na banda e pra variar estava atrasada para descer, só podia estar escolhendo a roupa, como sempre, nunca havia visto alguém tão indecisa como essa garota, escolhia a roupa que iria usar como se escolhe-se um candidato a presidente da república.

Finalmente Lili desce e as duas caminham até a casa de Vitória, a tecladista da banda, era na garagem dela que eles ensaiavam.

Caminham mais uma quadra e encontram Brad, sem jeito eles não sabem como se cumprimentar, um simples oi amigável, selinho, beijo no rosto, ah bela confusão!


Caminhavam mais uma quadra e Gwen começava a ficar inquieta com um homem que estava andando na mesma direção que eles a já um bom tempo.


Mais alguns metros e ela começou a perceber que o homem os encarava de uma maneira estranha, sim agora ela já tinha certeza, ele estava os seguindo.

Então ela cochicha para Lili e Brad:

- Gente olhem para trás discretamente, eu acho que esse homem está nos seguindo.

Depois de algum tempo de analise os dois chegam a mesma conclusão que ela, e Brad diz:

- Vamos apressar o passo faltam poucos metros para a casa da Vitória.

Então eles andam mais rápido, mas o homem que parecia não se importar para o fato deles já terem percebido que estavam sendo seguidos apressa o passo também e assim que eles chegam a casa de Vitória e tocam a campainha, o homem os alcança, todos os três a essa hora já estavam morrendo de medo, Os dois minutos que Vitória levou para abrir a porta nunca pareceram tão demorados.

Para a surpresa dos garotos ao se aproximar o homem entrega um bilhete a Gwen e com uma voz grossa e rouca diz:

- É melhor comparecer, meu patrão fica muito nervoso quando alguém não comparece aos seus encontros.


Gwen chocada tenta disfarçar dizendo:

- Pronto gente, vamos entrar a porta já se abriu.

Sem entender Brad diz:

- Não vai abrir o bilhete, parece ser algo importante.

Lili que já imaginava do que se tratava o bilhete, disfarça dizendo:

- Não temos tempo para romancezinho adolescente, vamos, vamos, o ensaio!

Eles riram e adentraram a garagem de Vitória, lugar escuro, úmido, ferramentas velhas, poster de bandas antigas e admiradas nas paredes de concreto, poeira por toda parte, ou seja, o lugar perfeito.


E o tempo passa, momentos bons sempre passam rápido, logo já é depois do almoço, hora de voltar para a casa, o gosto maravilhoso do almoço que a avó de Vitória lhes havia oferecido ainda ocupava suas mentes.

Brad se despede de Gwen com um beijo, a essa hora ela já estava se acostumando com seus beijos, tudo o que é bom é fácil de se acostumar. A essa hora todos do bairro já sabiam do novo romance que pairava pelo ar, notícias ali pareciam voar.


As ruas daquele pacato bairro se tornavam cenário de mais um romance, quantos já devem ter passado por lá.

Se não fosse por tantos problemas Gwen estaria nas nuvens. Bem ela estava quase lá.

Em um baque Gwen é trazida de volta para a atmosfera por uma dor, não era uma dor comum, nem se quer era uma dor, era um ardido, um forte ardido em sua cicatriz.

Talvez fosse um sinal, de algo que ela ainda não tinha descoberto.

O que ela sabe é que aquela vez foi somente a primeira de muitas outras vezes em que sua cicatriz ardia, parecia tentar se comunicar com ela.
Isso era bizarro demais para se preocupar - pensava Gwen.

Então ela se lembra, se lembra do papel, o bilhete amassado que ainda estava no bolso de sua calça jeans.


Gwennever, me encontre no galpão que há ao lado do lote vago atráz da rua flor de fogo as 16:00, Não se atrase!!!
Max


E agora, já eram 15:45 e ela iria se atrasar, ainda nem tinha falado com Guilherme, alguém precisava saber que ela estava indo lá, caso algo acontecesse.

No mesmo instante ela tranca a casa, corre até a casa de Guilherme, toca a campainha.

1 min, 2 min, 3 min, 4 min! Cada minuto parecia uma eternidade agora. Parecia que naquele dia as pessoas estavam demorando mais que o normal para atender a campainha. Mas quem sabe ele não estava em casa, tivesse saído para as compras com a mãe, ou para a oficina com o pai, agora ela já entrava em desespero, quem mais poderia avisar se não ele.

Foi nesse momento que Guilherme abriu a porta, seus cabelos negros e lisos, e sua pele branca pálida nunca pareceram tão angelicais.


Gwen conta tudo sobre o bilhete que suas palavras misturadas com saliva e ansiedade se confundem ao soar, Guilherme não entende, ela tem que repetir, mais tempo é perdido, agora já era 15:54.


Ao terminar de explicar, Guilherme só tem um argumento:

- Eu vou com você.

- Mas pode ser perigoso, ele provavelmente quer que eu vá sozinha. - Argumentou Gwen.

- Não importa, eu vou com você - rebateu Guilherme decidido.

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Por hoje ficamos por aqui queridos leitores, aproveitem nossa amada novela, mas não deixem de conferir também os outros textos do blog.
Até a próxima,

Mila

1 comentários:

Anônimo disse...

Frist Comment
Double Frist comment, sorry but you lose Deeh...
hahá, só pra n perder o habito kkk
ai finalmente um novo capitulo
\o/ me gustan muy, parabens mila, to apressado, por mim comentaria depois mais n posso dar a chance da Deeh estragar me double comment.
bjs boa saorte

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