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30 de mai de 2011

Novela: 6º capítulo

O que ela havia ouvido aquilo mesmo, aquele senhor na sua frente era seu avô.

Gwen sempre imaginara como seria ter um avô, quando era pequena morria de inveja de suas amigas que iam passar os domingos com seus avôs e avós.

Mas agora não conseguia pensar em nada, em um sábado comum ela saiu em busca de uma simples pista e descobriu isso, talvez a maior descoberta de sua vida.
Então olhou pra Gui para ver sua reação, ele não estava tão perplexo como Gwen, parecia até que...

- Você já sabia de tudo não é Guilherme
Disse Gwen com uma mistura de raiva e gratidão.

E ele respondeu:
- Não mas eu desconfiava que era isso que iríamos encontrar.
Então os dois olharam para o senhor que estava sentado olhando para o chão, pensativo.

No momento que uma lágrima escorreu de seu rosto o homem disse:

- Sabe Gwennever, você se parece muito com seu pai, não tanto na aparência mas no seu jeito de falar, de vestir, até de mover.
Então Gwen perguntou:

- Qual é o teu nome
E ele responde:
-Domênico

Gwen não sabia se seria grosseiro demais perguntar ao senhor o que teria acontecido com seu pai, mas mesmo assim tomou coragem e perguntou:
- Então, o senhor saberia me dizer o que aconteceu com meu pai
- Não sei muito sobre o paradeiro de seu pai. A única coisa que posso te dizer é que ele está desaparecido a uns 10 anos.

- Mas como ele estava antes de desaparecer
- Ah isso, ele tava estranho começou a andar com uns marginais ai do bairro, um tal de Max, e as vezes ele surtava ficava repetindo as mesmas coisas como se tivesse em estado de choque.

- E os senhor nunca procurou saber aonde ele estava

A esse ponto Gwen já estava revoltada com seu novo avô.


- Claro que sim, passaram-se duas semanas e nada dele ai fiquei por desistir, sabe minha filha sem querer que você perca suas esperanças mas tenho quase certeza que seu pai já foi morto.

Já com os olhos cheios d'água Gwen disse um pouco mais alto que o esperado:

- Não, eu não acredito que ele esteja morto.


Nesse momento eles ouviram um barulho, um gemido talvez, mas quem mais haveria na casa.

Então Domênico disse:

- É sua , ela deve ter acordado com o barulho da conversa.


Então ele saiu em direção a um quarto bem no fim do corredor, e Gwen sempre muito curiosa foi atrás, e Guilherme a seguiu.

Sem querer saber se era falta de educação Gwen adentrou o quarto e tomou um susto ao ver a única e pequena janela do quarto fechada e com 3 cortinas a sobrepondo, mas se assustou ainda mais ao ver uma velha senhora com o rosto deformado e as pernas roxas de veias arrebentadas deitada em uma cama, suas roupas eram todas rasgadas, mas não de propósito como as de Gwen, estava com o cabelo todo embaraçado, o pouco de cabelo que tinha, a senhora era quase careca.

Então Domênico disse:

- Gwennever essa é sua Hortência, Hortência essa é sua neta.


E então do nada a senhora começou a chorar, e o avô explicou:
- Ela tem um sério caso de depressão, depois de tudo era de se esperar que ela ficasse assim.

- Mas depois de tudo o que

Dessa vez quem perguntou foi Gui, que até então estava em silêncio.

E Domênico começou:

- Sua teve uma doença grave no cérebro há 7 anos, solitária, já ouviu falar

Gwen fez que sim com a cabeça

E ele continuou:


-Como você pode ver nós não temos muito dinheiro então não deu pra pagar um dos melhores hospitais, então ela foi pra um público mesmo. Até ai tudo bem mas o médico falhou na hora da cirurgia, não o culpo era uma cirurgia de muito risco, e sua ficou assim suas pernas e seu braço esquerdo são atrofiados, não fala muito e ficou com o rosto deformado desse jeito.


Gwen que achava sua vida difícil ficou um pouco sem graça diante de tal situação então uma revolta bateu em si, por que tudo de ruim e estranho acontecia com ela, então ai perguntou:


- E você nem pensou em processar o médico ou o hospital.

-Bem na época tua tia queria processá-los, mas pensamos bem e nos demos conta que não tínhamos dinheiro para o advogado e que mesmo assim isso não iria trazer a saúde de sua de volta.


Então Gwen se deu conta de uma coisa que nunca tinha pensado, seu pai tem irmãos.

- Eu tenho tios, meu pai tem irmãos
- Sim, dois, seu pai era o mais novo, um irmão 3 anos mais velho e uma irmã 2 anos mais velha. Depois você vai ter a oportunidade de conhece-los.


Então Guilherme consultou o relógio e disse a Gwen:

- Já são quase 6 horas, temos que ir antes que sua mãe fique preocupada.
Então ela disse:

- Eu vou mas amanhã eu volto, e você vem comigo, preciso saber mais coisas.


Assim os dois em estado de choque por todo o ocorrido pegaram o ônibus de volta para seu pacato bairro do subúrbio.

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Ficamos por aqui por hoje pessoal, não percam o próximo capítulo, como são os tios de Gwen, e mais revelações sobre a história de seu pai.
bjs,
Mila

20 de mai de 2011

Passado, presente e futuro

A um tempo atrás propus aos meus leitores um recomeço, percebo agora que foi um pedido sem pé nem cabeça. Como pedir para as pessoas não te julgarem pelo passado se o passado está lá pra ser julgado.

Então por isso resolvi apagar meus velhos posts.

Covardia, não, só não quero que vocês tenham uma impressão errada de mim, porque parece que não mas em dois anos uma pessoa muda e muito.

Isso me fez pensar, é certo isso, acho que não.

As pessoas não podem simplesmente parar de pensar no passado e no futuro e enxergar o presente, o que está ali ao teu lado todos os dias.
Será que vale mesmo a pena ficar pensando horas no futuro e fazer altos planos, não era melhor deixar rolar.
Mesmo que isso seja verdade eu nunca quis saber, sempre tive tudo planejado passo a passo desde pequena.
Sempre gostei de me antecipar, planejar, e coisas assim.
Resultado: sofrer por antecipação, horas perdidas planejando coisas, frustração em dobro quando seus "planos" não dão certo e decepção.




- O que você quer ser quando crescer


Essa pergunta de uns tempos pra cá vem me irritando muito, então resolvi responder com uma pergunta.


- O que você acha que eu vou ser


Para a minha surpresa todas as respostas foram iguais, e olha que foram muitas.


- Ah é óbvio que você vai mexer com música .




Parece que não mas isso realmente me surpreendeu, será que uma coisa que eu nunca pensei que é transformar música em profissão, pode vir a ser.

Ai que eu vi como esses planos para o futuro são insignificantes, ter tudo planejado não leva a nada, é bom as vezes, certo, mas na maioria das vezes agir por impulso sem pensar ou planejar com antecedência é a melhor opção.

Custei muito tempo para ver isso, sempre tive de "bordão":

- Então qual é o plano


Não que eu esteja dizendo para não pensarmos em qual carreira queremos seguir, é importante pensar, mas só não fique obcecado com isso como eu fiquei.

Passava horas pensando o que iria fazer, não só para esse futuro mais distante como no dia de amanhã.
Que horas eu vou levantar, aonde eu vou, e se isso acontecer e se aquilo der errado.


Quantas vezes já peguei provas de vestibulares na internet para tentar preencher.

E eu não sou a única eu sei, minha amiga mesmo outro dia chegou na escola com três livros de universidades, sentou e disse:

- Agora vou decidir o que vou fazer na faculdade.


Moral da história: é muita neura se preocupar com isso, não é melhor parar de pensar em futuro e no que poderia ser e olhar para o presente sem ficar julgando pelo passado, você pode encontrar a resposta para tudo bem ao seu lado.

Tem que rever isso ai.
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Não percam a continuação de nossa amada, querida, maravilhosa novela.
E continuem ligados no blog.

Bjs,

Mila





5 de mai de 2011

Novela: 5º capítulo

Era sábado de manhã e Gwen acorda bem cedo, tinha combinado de se encontrar com Gui para começar a "investigar a situação". Guilherme havia falado a Gwen que havia um plano, mas ela ainda não sabia qual era.

Em sua cabeça só passava o verso da música que tinha começado a escrever.

Depois de um tempo a campainha de sua casa toca, era Guilherme, ele entra e sem esperar muito Gwen já pergunta:

- Qual é o plano

- Lembra aquela foto em que está você e seu pai em uma rua.

- Lembro

- Você ainda tem ela ai

- Claro você acha que eu ia jogar fora assim a única foto que eu tenho dele.

Depois de pegar a foto Gui explica o plano:

- Nessa foto ele tá na frente de uma casa olha dá pra ver o endereço naquela placa.

- É eu sei foi ai nesse lugar que ele conheceu minha mãe, ele era um cara pobre da periferia que morava nessa casa ai ó número 174, e minha mãe morava num bairro chique perto dali.

- A minha idéia é a seguinte agente procura no google aonde fica essa casa e vamo lá, quem sabe voltando a origem do seu pai agente não descobre alguma coisa sobre ele.

- Boa vou falar pra minha mãe que agente vai estudar na casa da Lili.



Assim Guilherme e Gwennever pegaram um ônibus até a rua Flor de fogo e até para adolescentes corajosos como sempre foram os dois eles ficaram com um pouco de medo, era um bairro na boca da favela aonde se via coisas de todos os tipos. Haviam homens usando drogas a luz do sol, animais soltos, pessoas simples gritando no meio da rua e casas precárias.

No meio dessas casas eles avistaram o número 174, uma casa não diferente das outras em aspectos superficiais, mas havia uma grande diferença, essa era a única casa em que não havia tocando no fundo um funk ou qualquer outro barulho, era uma casa completamente silenciosa.

Gwen e Gui não queriam chamar muita atenção mas mesmo assim acabaram com todos os olhares voltados a eles assim que tocaram a campainha do 174.
Com olhos arregalados todos da rua olharam para eles com espanto, alguns cochichos mais altos do que o esperado revelavam aos amigos uma informação valiosa: Ninguém tocava campainha naquela casa a muito tempo.

Passaram-se 15 minutos e ninguém atendia a porta, Gwen começou a pensar que não havia mais ninguém habitando a casa quando uma mulher vizinha da casa ao lado se aproximou e disse:
- Moça o que cê qué nessa casa, ninguém nunca veio visitar esse velho, é até perigoso ficar tocando campainha ai.

Gwen sem entender pergunta quem morava na casa, e a mulher responde:
- Olha agente aqui da rua só ve um velho que as vezes de manha sai vai no mercado e volta sem mais nada, ah e as vezes um homem sempre embriagado aparece ai, pelo que dizem esse povo tá ai muito antes de os outros moradores chegarem.

Gwen agradece e olha para Gui procurando uma resposta, então eles resolvem tentar novamente e tocam campainha, dessa vez 5 minutos depois aparece um velho magro e corcunda na porta que diz:

- Quem são vocês
Gwen não sabia muito bem o que dizer não havia ensaiado isso então disse:

- Me chamo Gwennever Bonkers e eu vim aqui pois...

Gwen parou por ai ao ver a cara de espanto do senhor, que disse incrédulo:

- Você se chama Gwennever Bonkers
Gwen concordou com a cabeça e o senhor os manda entrar.


Pasma com a situação deplorável do lugar Gwen não disse nada, estava pensando a quantos anos aquele lugar não via uma boa vassoura.
Então o homem disse:

- Assentem-se meus filhos

Os dois se sentam em um banco sujo e então o velho começa observando a foto que Gui levava em sua mão, e diz:
- Deixe-me ver essa foto direito meu filho

Depois de analisar a foto o velho começa:
- Você sabe quem é esse homem na foto segurando esse bebê

- Sim, meu pai, e o bebê sou eu
- Esse homem é seu pai e meu filho.

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É isso ai gente, por hoje é só não percam o próximo capítulo, para isso acompanhem o blog e COMENTEM

Bjs,

Mila
 
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